Pode conhecer as palavras que designam uma pessoa, uma ação e um objeto e, mesmo assim, não saber bem como as juntar. A gramática inglesa explica essas relações: quem faz algo, se a ação acontece habitualmente ou está a decorrer agora, a que objeto se refere e se está a fazer uma afirmação ou uma pergunta. A sua utilidade prática é tornar clara a mensagem que pretende transmitir.
Para quem começa, a dificuldade muitas vezes não está numa regra complicada, mas em várias pequenas decisões dentro da mesma frase. É preciso usar is ou does? O verbo leva -s? O substantivo deve ser acompanhado por a ou por the? Aprender o funcionamento da língua numa ordem lógica facilita a compreensão destas escolhas.
Este guia constrói essas bases passo a passo. Apresenta a gramática inglesa fundamental para se descrever, falar de acontecimentos do dia a dia, pedir informações e ligar ideias simples. Não é um catálogo de todas as exceções. Cada secção explica uma construção e coloca os exemplos junto da explicação, para mostrar tanto como se forma a frase como por que motivo se utiliza determinada forma.
Comece pela estrutura da frase inglesa
Numa frase afirmativa habitual, o sujeito surge normalmente antes do verbo. O sujeito indica de quem ou de que se fala; o verbo exprime uma ação ou um estado. Se a ação tiver um complemento de objeto, este aparece geralmente depois do verbo. Em Maya reads a message. («A Maya lê uma mensagem»), Maya é o sujeito, reads é o verbo e a message é o complemento de objeto.
Esta ordem contribui para o significado. Em The dog follows the boy. («O cão segue o rapaz»), quem segue é o cão; trocar a posição dos dois substantivos altera quem realiza a ação. A ordem das palavras é menos flexível em inglês do que em português, pelo que nem todas as construções que parecem naturais em português se podem transpor diretamente. Comece por identificar o sujeito e o verbo e acrescente depois a informação necessária para completar a ideia.
Nem todas as frases precisam de um complemento de objeto. The baby sleeps. («O bebé dorme») é uma frase completa, enquanto The baby is tired. («O bebé está cansado») utiliza is para ligar o sujeito a uma descrição. Ao contrário do português, as frases declarativas completas em inglês normalmente precisam de um sujeito expresso: It is cold. («Está frio») inclui it, embora este pronome não designe um objeto concreto. As ordens são uma exceção frequente: Open the window. («Abra a janela») dirige-se ao interlocutor sem dizer explicitamente you.
Os pronomes: quem realiza a ação e quem a recebe
Os pronomes permitem referir pessoas e coisas sem repetir o nome a cada momento. A sua forma pode mudar consoante a função que desempenham na frase. A forma de sujeito ocupa a posição de sujeito; a forma de complemento utiliza-se depois de muitos verbos e de preposições. Em She knows me. («Ela conhece-me»), she é o sujeito e me é o complemento de objeto. Substituí-los, respetivamente, por her e I daria uma estrutura incorreta.
| Sujeito | Complemento | Possessivo antes de um substantivo |
|---|---|---|
| I | me | my |
| you | you | your |
| he | him | his |
| she | her | her |
| it | it | its |
| we | us | our |
| they | them | their |
A última coluna indica a quem pertence algo ou com quem uma pessoa se relaciona: my friend, «o meu amigo», their house, «a casa deles». Estas formas aparecem antes de um substantivo. Compare This is my bag. («Esta é a minha mala») com This bag is mine. («Esta mala é minha»): mine utiliza-se sem um substantivo a seguir. Diga my bag, não the my bag; ao contrário do português «a minha mala», o inglês não junta aqui o artigo ao possessivo. Com o nome de uma pessoa, a posse pode ser indicada por 's: Maya's bag significa «a mala da Maya».
You pode dirigir-se a uma pessoa ou a várias; a concordância habitual do verbo mantém-se igual. A mesma forma inglesa serve, por exemplo, para «tu» e para «vocês», sem estabelecer a distinção de tratamento que existe em português. They pode referir várias pessoas ou coisas e também se utiliza para uma só pessoa, por exemplo quando o seu género é desconhecido. Nesse caso, continua a usar formas como they are e they have. Aprenda os pronomes em frases completas, não apenas numa lista isolada de traduções.
O verbo be: compreender am, is e are
O verbo be liga um sujeito a informação sobre a sua identidade, estado ou localização. Nestes usos, corresponde muitas vezes a «ser» ou «estar». No presente, utilize am com I, is com he, she, it e com sujeitos nominais no singular, e are com you, we, they e com sujeitos nominais no plural. A escolha depende do sujeito, não da palavra mais próxima.
Em My sister is a doctor. («A minha irmã é médica»), is liga uma pessoa a uma profissão. Em We are tired. («Estamos cansados»), o verbo liga pessoas a um estado; em The keys are on the table. («As chaves estão em cima da mesa»), indica a sua localização. O inglês utiliza be nestes casos, sem distinguir entre os verbos portugueses «ser» e «estar», e estas frases precisam do verbo expresso. A idade também segue este modelo, embora em português se use «ter»: I am twenty. («Tenho vinte anos»).
Para formar a negativa, coloque not depois do verbo: She is not ready. («Ela não está pronta»). Para fazer uma pergunta, coloque o verbo antes do sujeito: Is she ready? («Ela está pronta?»). Não acrescente do a esta construção. As formas contraídas, como I'm, isn't e aren't, são frequentes na conversa e na escrita informal.
Be não é uma palavra que se deva inserir antes de qualquer ação. I work. («Trabalho») não precisa de am. I am working. («Estou a trabalhar») é uma construção diferente e correta, explicada mais à frente. I am work. combina incorretamente as duas estruturas.
Os substantivos: singular, plural e aquilo que não se conta diretamente
Um substantivo contável pode designar um elemento individual que se conta: um bilhete, dois bilhetes. A terminação habitual do plural é -s, mas a grafia varia: box–boxes, «caixa–caixas», city–cities, «cidade–cidades», boy–boys, «rapaz–rapazes». Também há plurais irregulares, como child–children, «criança–crianças». Não acrescente um apóstrofo apenas para formar o plural.
Os substantivos não contáveis funcionam de outra maneira nos seus significados habituais. Water, «água», information, «informação», e furniture, «mobiliário», normalmente não se contam diretamente nesses usos. Diga some information, «alguma informação», não an information, embora em português se possa dizer «uma informação». Para contar uma quantidade ou unidades, acrescente um substantivo contável adequado: two glasses of water, «dois copos de água», ou three pieces of furniture, «três peças de mobiliário».
O caráter contável depende do uso e do significado de uma palavra, não apenas da possibilidade de contar um objeto na vida real. Um substantivo pode ter os dois usos: chicken pode designar a carne de frango, enquanto a chicken designa uma ave. Um dicionário para estudantes pode ajudar a confirmar o uso correspondente ao significado pretendido. Não presuma que o inglês funciona sempre como o português.
Some introduz frequentemente uma quantidade não especificada nas afirmativas: We have some rice. («Temos algum arroz»). Any é frequente nas negativas e nas perguntas neutras: We don't have any rice. («Não temos arroz»). São padrões comuns, não regras absolutas: ao oferecer algo, utiliza-se muitas vezes some, como em Would you like some tea? («Quer um pouco de chá?»). Para perguntar por quantidades, use How many tickets? («Quantos bilhetes?») com um substantivo contável no plural e How much water? («Quanta água?») com um substantivo não contável.
Os artigos: escolher a, an, the ou não usar artigo
Os artigos ajudam o interlocutor a identificar aquilo de que se fala. Utilize a/an com um substantivo contável no singular ao apresentar um elemento de uma categoria sem o identificar para quem ouve. Utilize the quando o interlocutor consegue identificar a pessoa ou a coisa em causa. Em I bought a lamp. The lamp is blue. («Comprei um candeeiro. O candeeiro é azul»), a segunda frase remete para o candeeiro já apresentado.
Não se trata apenas de uma regra para a primeira e a segunda menção. Pode perguntar Could you close the door? («Pode fechar a porta?») sem ter mencionado a porta antes, se for claro de que porta se trata. Escolha a ou an em função do som seguinte, não da letra escrita: em a university, «uma universidade», o substantivo começa pelo som /j/; em an hour, «uma hora», começa por um som vocálico.
Nas afirmações gerais, os substantivos no plural e os não contáveis aparecem muitas vezes sem artigo, mesmo quando o português o utiliza: Dogs need exercise. («Os cães precisam de exercício»). Um substantivo contável no singular normalmente precisa de um determinante: a book, «um livro», the book, «o livro», ou my book, «o meu livro». Aqui, um determinante é uma palavra que ajuda a especificar o substantivo. Para saber mais, consulte a explicação de Cambridge sobre os artigos.
Adjetivos, advérbios e comparações básicas
Um adjetivo descreve uma pessoa ou uma coisa. Surge frequentemente antes de um substantivo, como em a quiet room, «um quarto sossegado», ou depois de be, como em The room is quiet. («O quarto é sossegado»). Ao contrário dos adjetivos portugueses, os adjetivos ingleses normalmente não variam em número nem em género. A mesma forma quiet aparece em two quiet rooms, «dois quartos sossegados». Acrescente a terminação do plural ao substantivo, não ao adjetivo. Note também que o adjetivo surge antes do substantivo inglês, embora apareça depois dele nesta tradução portuguesa.
Um advérbio pode descrever como se realiza uma ação. Compare She is careful. («Ela é cuidadosa»), que descreve a pessoa, com She drives carefully. («Ela conduz com cuidado»), que descreve a sua maneira de conduzir. Muitos advérbios de modo terminam em -ly, mas a terminação não permite identificá-los em todos os casos. Fast pode ser um adjetivo, «rápido», ou um advérbio, «depressa», enquanto friendly, «simpático», é um adjetivo. O advérbio habitualmente associado a good, «bom», é well, «bem».
Para comparar duas coisas, muitos adjetivos curtos recebem -er: This bag is cheaper than that one. («Esta mala é mais barata do que aquela»). Muitos adjetivos mais longos utilizam more: This chair is more comfortable. («Esta cadeira é mais confortável»). Os superlativos identificam o elemento que apresenta uma qualidade no grau mais elevado dentro de um grupo: the cheapest bag, «a mala mais barata», the most comfortable chair, «a cadeira mais confortável». Algumas formas são irregulares, incluindo good–better–best, «bom–melhor–o melhor». Aprenda um adjetivo novo com as suas formas de comparação quando forem úteis e evite juntar os dois modelos de comparativo em formas como more cheaper.
Have e there is: a posse e a existência são coisas diferentes
Utilize have para falar de posse e de muitas relações ou características pessoais, geralmente com o sentido de «ter». No presente simples, use has com he, she, it e com sujeitos nominais no singular: Maya has a bicycle. («A Maya tem uma bicicleta»). Nesta construção, as perguntas e as negativas utilizam do/does: Does Maya have a bicycle? («A Maya tem uma bicicleta?»). Depois de does, o verbo principal é have, não has. Esta é a forma de base: a forma do dicionário sem to, como have, «ter», work, «trabalhar», ou go, «ir».
Também encontrará have got, sobretudo para expressar posse no inglês britânico falado. Esta construção tem a sua própria forma interrogativa: Have you got a bicycle? («Tem uma bicicleta?»). Ambas as construções são úteis, mas não as misture em Do you have got ...? Durante a aprendizagem, comece por utilizar um modelo de forma consistente.
There is e there are apresentam a existência ou a presença de algo. Ambas correspondem frequentemente a «há», mas o inglês distingue o singular do plural. Utilize There is a shop near my house. («Há uma loja perto da minha casa») para apresentar uma loja e There are two shops. («Há duas lojas») para o plural. Compare com The shop is near my house. («A loja fica perto da minha casa»): agora a loja já está identificada e a frase indica a sua localização. Nestas frases de apresentação, there não significa «ali» ou «lá».
O presente simples: hábitos, factos e situações atuais
Utilize o presente simples para hábitos, factos gerais e situações que apresenta como geralmente verdadeiras na atualidade. I walk to work. («Vou a pé para o trabalho») descreve uma rotina, não necessariamente uma ação em curso no momento em que fala. She lives near the station. («Ela mora perto da estação») descreve a sua situação atual, sem afirmar que viverá ali para sempre.
Com a maioria dos verbos, utilize a forma de base com I, you, we, they. Com he, she, it ou um sujeito nominal no singular, acrescente -s ou a variante ortográfica adequada: works, «trabalha», watches, «vê», studies, «estuda». Nas perguntas e nas negativas, does já marca a terceira pessoa do singular, pelo que o verbo principal regressa à forma de base: Does she work here? («Ela trabalha aqui?»), She doesn't work here. («Ela não trabalha aqui»).
Com I, you, we, they e sujeitos nominais no plural, estas perguntas utilizam do e as negativas utilizam do not, habitualmente contraído em don't: Do they work here? («Eles trabalham aqui?»), They don't work here. («Eles não trabalham aqui»). O verbo principal mantém a forma de base. Recorde que be segue o seu próprio modelo, explicado anteriormente.
Os advérbios de frequência, como often, «frequentemente», e usually, «habitualmente», surgem geralmente antes do verbo principal, mas depois de be: I usually cook. («Habitualmente cozinho»), I am usually busy. («Habitualmente estou ocupado»). O presente simples também pode descrever horários. Aprenda os seus significados principais antes dos usos menos frequentes; o guia do British Council sobre o presente simples disponibiliza mais prática.
O presente contínuo: uma atividade em curso ou uma situação temporária
O presente contínuo utiliza am/is/are seguido da forma em -ing. Ambos os elementos são necessários: I am reading. («Estou a ler»), não I reading. A estrutura apresenta uma atividade como estando em curso no período de que se fala. Pode tratar-se deste instante preciso ou de um período temporário em torno do presente. Em português europeu, muitas destas situações expressam-se com «estar a» seguido de infinitivo.
Compare She works in a hotel. («Ela trabalha num hotel») com She is working in a hotel this month. («Este mês, ela está a trabalhar num hotel»). A primeira apresenta o emprego como uma situação geral atual. A segunda destaca o caráter temporário da situação; a pessoa não tem de estar a trabalhar no segundo exato em que a frase é dita. A diferença está no significado que pretende transmitir, não apenas na presença de uma expressão de tempo.
Muitos verbos que descrevem estados, incluindo know, «saber, conhecer», e need, «precisar de», nos seus sentidos habituais, utilizam-se normalmente em formas simples. Diga I know the answer. («Sei a resposta»), mesmo quando fala do momento atual. Alguns verbos mudam de significado entre os usos simples e contínuos, pelo que esta regra inicial não significa que um determinado verbo nunca possa ter uma forma em -ing.
O passado simples: falar de uma situação num período passado e terminado
O passado simples situa um acontecimento ou uma situação num período passado já terminado. Esse momento pode ser indicado, como em We visited our friends yesterday. («Ontem visitámos os nossos amigos»), ou ficar entendido pela conversa. Uma frase não precisa da palavra yesterday, «ontem», para utilizar este tempo. O que importa é o enquadramento no passado, não a presença de uma palavra-chave. Consoante o contexto, o passado simples inglês pode corresponder ao pretérito perfeito ou ao imperfeito português.
Os verbos regulares formam normalmente o passado com -ed, com os ajustes ortográficos necessários. Os verbos irregulares têm formas que é preciso aprender: go–went, para «ir», see–saw, para «ver». Nas perguntas e nas negativas habituais com estes verbos de ação, utilize did ou didn't e a forma de base: Did you go? («Foi?»), I didn't go. («Não fui»). A informação de passado já é transmitida por did, por isso didn't went está incorreto.
Be tem um modelo diferente no passado: I/he/she/it was e you/we/they were. Utilize Was she at home? («Ela estava em casa?») e She wasn't at home. («Ela não estava em casa»), sem did. Ao praticar, mantenha clara esta distinção entre be e os verbos principais habituais.
Falar do futuro: will, going to e planos combinados
O inglês dispõe de várias maneiras de falar do futuro. Will seguido da forma de base pode expressar uma previsão, uma promessa ou uma decisão tomada no momento em que se fala. Se vir alguém com dificuldade em transportar um saco, I'll help you. («Vou ajudar») pode expressar a decisão imediata de ajudar essa pessoa. A forma negativa won't é a contração de will not.
Be going to seguido da forma de base expressa frequentemente uma intenção já existente ou uma previsão baseada em indícios presentes. I'm going to study tonight. («Vou estudar esta noite») apresenta um plano que já tem. Mantenha am/is/are nesta construção: I going to study está incompleto.
O presente contínuo pode descrever um acontecimento futuro já combinado: We're meeting our teacher tomorrow. («Amanhã vamos encontrar-nos com o nosso professor»). Estas opções podem sobrepor-se, e o contexto influencia a escolha mais natural. Não trate will como a tradução obrigatória de qualquer ideia de futuro. Decida primeiro se está a anunciar uma decisão, a descrever uma intenção ou a referir um plano já combinado.
O present perfect: compreender a ligação ao presente
O present perfect utiliza have/has mais o particípio passado, muitas vezes chamado terceira forma do verbo. Nos verbos regulares, este escreve-se da mesma maneira que a forma do passado em -ed; as formas irregulares podem ser diferentes, como em write–wrote–written, as três formas de «escrever». Este tempo liga uma situação passada ao presente, em vez de a situar apenas num enquadramento passado e terminado. Não corresponde automaticamente ao pretérito perfeito composto português: construções como «tenho feito» têm frequentemente um sentido de repetição ou continuidade que não está presente em todos os usos ingleses.
Por exemplo, I have lost my key. («Perdi a minha chave») pode explicar por que motivo não consegue abrir a porta agora. I lost my key yesterday. («Perdi a minha chave ontem») situa a perda num momento passado específico e terminado. O present perfect normalmente não se combina com uma expressão de tempo concluído como yesterday. Também descreve experiências até ao presente e algumas situações que continuam: I have lived here for two years. («Moro aqui há dois anos»). Neste caso, a pessoa continua a morar no mesmo local, e a tradução portuguesa usa o presente. Esta visão geral é um ponto de partida; consulte a explicação do British Council sobre o present perfect para conhecer outros usos.
Leia também: Tempos verbais em inglês: como aprendê-los sem confusão (guia para principiantes)
Perguntas e negativas: escolha a construção certa
As perguntas inglesas não se formam todas acrescentando o mesmo auxiliar. Observe primeiro a estrutura verbal. Com be, coloque o verbo antes do sujeito. Com um verbo principal habitual no presente ou passado simples, a maioria das perguntas precisa de do/does/did. Com um verbo modal como can, coloque esse verbo antes do sujeito. A tabela também apresenta o auxiliar have no present perfect. As quatro linhas dizem respeito, respetivamente, a estar pronta, trabalhar aqui, poder ajudar e ter terminado.
| Afirmativa | Pergunta | Negativa |
|---|---|---|
| She is ready. | Is she ready? | She isn't ready. |
| She works here. | Does she work here? | She doesn't work here. |
| She can help. | Can she help? | She can't help. |
| She has finished. | Has she finished? | She hasn't finished. |
Numa forma composta, utilize o primeiro auxiliar para a pergunta e coloque not depois dele para a negativa: Is she working? («Ela está a trabalhar?»), She isn't working. («Ela não está a trabalhar»). O auxiliar have em Has she finished? («Ela já terminou?») funciona de maneira diferente do verbo de posse em Does she have a bicycle? («Ela tem uma bicicleta?»). As palavras interrogativas surgem normalmente antes da estrutura de pergunta: Where does she work? («Onde trabalha ela?»). Não acrescente outro do quando já existe um auxiliar adequado.
Uma exceção frequente diz respeito às perguntas sobre o próprio sujeito. Na pergunta neutra Who works here? («Quem trabalha aqui?»), who ocupa o lugar do sujeito, pelo que não se utiliza does. Compare com Who does she help? («Quem é que ela ajuda?»): aqui, she continua a ser o sujeito e a pergunta incide sobre o complemento de objeto. Esta distinção é desenvolvida no guia de Cambridge sobre perguntas com palavras interrogativas.
Can, should e must: capacidade, conselho e necessidade
Os verbos modais acrescentam a outro verbo significados como capacidade, permissão, conselho ou necessidade. Para quem começa, can, should e must são pontos de partida úteis. São seguidos da forma de base sem to e não recebem -s na terceira pessoa do singular: She can swim. («Ela sabe nadar»), não She cans to swim.
Can pode descrever uma capacidade ou servir para pedir autorização: Can I sit here? («Posso sentar-me aqui?»). Should introduz frequentemente um conselho: You should rest. («Devia descansar»). Must pode expressar uma obrigação forte: You must show your ticket. («Tem de mostrar o bilhete»). Estes são significados principais úteis, não todos os usos possíveis.
Tenha atenção às negativas. You mustn't enter. significa que é proibido entrar. You don't have to enter. significa que não é necessário entrar, sem o proibir. Os significados não são intercambiáveis. Have to também exprime necessidade, mas gramaticalmente utiliza formas como Does she have to ...? («Ela tem de…?»). Pode encontrar mais pormenores na explicação de Cambridge sobre must.
As preposições: descrever tempo, lugar e movimento
As preposições ligam um substantivo ou pronome ao resto da frase. Podem indicar um local, um momento ou uma direção. Os seus significados raramente correspondem a uma só palavra portuguesa em todos os contextos. Por isso, é mais útil aprender uma preposição com a expressão em que aparece do que esperar que uma única tradução funcione em qualquer situação.
Para o lugar, in situa frequentemente algo dentro de uma área ou espaço, on sobre uma superfície e at num ponto ou num local associado a uma atividade. Compare in the box, «dentro da caixa», on the desk, «em cima da secretária», e at the bus stop, «na paragem de autocarro». São padrões iniciais, não definições completas. Também é preciso aprender expressões estabelecidas, como on the bus, «no autocarro».
Para o tempo, utilize at com as horas, on com os dias e as datas e in com os meses, os anos e as estações. Assim se formam at seven, «às sete», on Monday, «na segunda-feira», e in September, «em setembro». Expressões como next Monday, «na próxima segunda-feira», e last year, «no ano passado», normalmente não precisam destas preposições em inglês. O movimento em direção a um destino utiliza muitas vezes to, como em go to school, «ir à escola», mas a expressão habitual é go home, «ir para casa», sem to. Observe e registe as combinações completas quando as encontrar.
Ligar ideias com and, but e because
Quando conseguir formar uma frase simples, ligue-a a uma segunda ideia. And, «e», acrescenta informação, but, «mas», introduz um contraste e because, «porque», indica uma razão. A ligação deve refletir aquilo que pretende dizer, não apenas tornar a frase mais longa.
Em I want to practise, but I am tired. («Quero praticar, mas estou cansado»), a segunda parte contrasta com a primeira. Em I am studying because I have a test tomorrow. («Estou a estudar porque tenho um teste amanhã»), explica a razão. Cada parte continua a precisar de uma estrutura interna correta. Uma frase mais longa não elimina a necessidade de um sujeito, de uma forma verbal adequada ou de um artigo.
Construa estas ligações gradualmente. Duas ideias claras e ligadas entre si são um ponto de partida útil antes de passar a frases mais longas com várias orações subordinadas. Ao rever o que escreveu, verifique tanto se cada parte está gramaticalmente correta como se a palavra de ligação expressa a relação que pretendia.
Leia também: Chunks em inglês: o que são e 50 exemplos úteis com tradução
Como estudar gramática inglesa sem perder de vista o significado
Escolha uma tarefa prática e a gramática necessária para a realizar. Para se apresentar, pratique os pronomes, be e grupos nominais simples. Para descrever o seu dia, trabalhe o presente simples. Para contar uma viagem recente, comece pelo passado simples. Assim, cada forma nova tem uma finalidade e torna-se mais fácil perceber que informação falta quando uma frase parece incompleta.
Depois de ler uma regra, escreva algumas frases verdadeiras ou úteis para si. Altere o sujeito, forme uma negativa e faça uma pergunta, verificando que palavras precisam de mudar. Em seguida, explique a diferença de significado entre duas formas, como uma rotina e uma atividade em curso. Se não conseguir explicar a diferença, volte à situação descrita, não apenas à terminação.
Reveja os seus erros por categorias. A ausência de um sujeito, uma forma verbal incorreta e a falta de um artigo exigem explicações diferentes. Corrigir apenas a palavra visível sem compreender a sua função dificulta a construção de uma frase diferente mais tarde. Volte à mesma estrutura com vocabulário novo e procure-a em textos curtos e gravações.
O vocabulário e a gramática reforçam-se mutuamente. Pode utilizar os exercícios de vocabulário do LuvStudy para praticar os significados, a escrita e a pronúncia das palavras com as respetivas gravações e, depois, empregar as palavras conhecidas em frases suas. A ferramenta de vocabulário não avalia automaticamente a gramática de frases escritas livremente; confirme-as numa referência gramatical fiável ou com alguém que possa dar correções rigorosas.
Verifique as regras essenciais
Estas tarefas revêm regras já explicadas no artigo. Escolha a resposta que corresponde tanto à forma como ao significado. As explicações permitem identificar o que deve rever, em vez de reduzir o exercício a uma pontuação.
- Escolha o verbo: My sister ___ at home. (am / is / are)
- Escolha o artigo para uma duração de uma hora, sem indicar uma hora específica: We need ___ hour. (a / an)
- Corrija esta pergunta: Does he works here?
- Descreva uma atividade a decorrer agora: Please wait. I ___ a message. (write / am writing)
- Corrija esta negativa: We didn't went out yesterday.
- Exprima a ausência de necessidade, não uma proibição: You ___ bring food; we have enough. (mustn't / don't have to)
- Pergunte que pessoa trabalha aqui: Who ___ here? (work / works)
- Escolha o pronome: Please send the address to ___. (I / me)
Respostas e explicações
- My sister is at home. O sujeito singular pede is; o verbo liga-o a uma localização. A frase significa «A minha irmã está em casa».
- We need an hour. A palavra hour começa por um som vocálico porque o h inicial é mudo. A frase significa «Precisamos de uma hora».
- Does he work here? Does já marca a terceira pessoa do singular, por isso o verbo principal utiliza a forma de base. A pergunta significa «Ele trabalha aqui?».
- Please wait. I am writing a message. O presente contínuo apresenta a atividade como estando em curso agora; são necessários tanto am como writing. A frase significa «Espere, por favor. Estou a escrever uma mensagem».
- We didn't go out yesterday. Depois de didn't, utilize a forma de base go, não a forma do passado went. A frase significa «Ontem não saímos».
- You don't have to bring food; we have enough. Não é necessário trazer comida, porque já há suficiente. Mustn't expressaria, pelo contrário, uma proibição.
- Who works here? Esta pergunta neutra incide sobre o sujeito, pelo que não se acrescenta does e o verbo mantém a terceira pessoa do singular do presente. Significa «Quem trabalha aqui?».
- Please send the address to me. Depois da preposição to, o pronome assume a forma de complemento. A frase significa «Envie-me a morada, por favor».
Leia também: Regras de leitura em inglês para principiantes: sons, letras e exemplos
O que estudar a seguir
Uma base útil consiste em saber construir uma frase clara, transformá-la numa pergunta ou negativa e explicar a presença das suas formas principais. Não precisa de recordar imediatamente todos os termos técnicos. Precisa, porém, de distinguir, por exemplo, uma descrição com be de uma ação com um verbo habitual e uma rotina de uma atividade em curso.
A partir daí, aprofunde uma área de cada vez: explore os tempos verbais com mais pormenor, estude a escolha dos artigos em diferentes contextos, aprenda construções verbais frequentes e pratique a ligação de ideias em intervenções mais longas. Aprende-se a utilizar a gramática através do contacto repetido com frases que fazem sentido. Guarde este guia como referência e volte à secção que responde à sua próxima dúvida.